FGTS – Um dos nossos “benefícios obrigatórios”

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Um dos eternos “benefícios compulsórios” existentes no país é o famigerado Fundo Garantidor por Tempo de Serviço, o famoso FGTS. Um percentual do salário do trabalhador é retirado e depositado em uma conta na Caixa Econômica Federal. Foi uma alternativa ao sistema que existia que garantia estabilidade de emprego após os 10 anos de um funcionário em uma empresa.


Acontece que hoje em dia o FGTS pode ser mais caracterizado como uma tunga no bolso do trabalhador do que realmente um benefício. O motivo é a baixa remuneração do capital depositado na Caixa Econômica Federal que se beneficia – e muito – desse dinheiro.  Hoje o FGTS é remunerado pela TR mais 3% ao ano. Esse rendimento perde de todas as aplicações financeiras existentes, incluindo a poupança e até mesmo para a inflação o que na verdade diminui o saldo do trabalhador realizando uma real transferência de ativos para a Caixa Econômica Federal. Os dirigentes da Caixa afirmam que isso é conjuntural, que ao longo dos anos o FGTS ganha da inflação. Como se isso fosse algo de extraordinário.


Infelizmente esse não é o caso. Existem duas justificativas para a existência do FGTS. A primeira é garantir recursos baratos ao Estado para implementar obras de saneamento básico por exemplo. O segundo é para incentivar o mercado de construção civil e principalmente o de imóveis.


Uma das desculpas da Caixa para a manutenção dos rendimentos ridículos do FGTS seria que um rendimento maior ocasionaria um aumento nas parcelas dos empréstimos, ou seja, como o capital é barato a Caixa é capaz de emprestar a juros menores que os praticados no mercado. A Caixa possui cerca de 72% do mercado de empréstimo imobiliários e essa carteira representa cerca de 55% de todos os empréstimos realizados pelo banco apesar do crescimento dos bancos privados. Ela pratica os menores e os maiores juros do mercado. Para um imóvel de até R$ 130 mil e uma renda familiar de até R$ 1.875 os juros são de 6,17%. Para empréstimos fora do Sistema Financeiro Habitacional os juros praticados chegam a 14,5%.


Tudo muito bom, tudo muito bonito. Teoricamente tudo são flores. Mas para acreditar nisso devemos também acreditar que a Caixa utiliza o dinheiro oriundo dos depósitos do FGTS apenas para os empréstimos da casa própria. O que sabemos não ser verdade. Logicamente, por se tratar de um banco de varejo, a Caixa utiliza esses recursos em outras operações que provém lucros muito superiores aos obtidos através até mesmo dos próprios empréstimos imobiliários. Ora, apenas se investir em títulos do governo o lucro já é bem superior ao rendimento do FGTS.


Afirmar que os baixos rendimentos servem para garantir baixos juros de cara se transforma em um baita sofismo. E há outro pior ainda. Os baixos rendimentos significam que o saldo do FGTS para o trabalhador é menor do que poderia ser então para adquirir um imóvel, o trabalhador precisa solicitar um empréstimo maior, pagando juros maiores do que os rendimentos, do que iria precisar se os rendimentos tivessem juros de mercado ou da própria inflação. É o exemplo clássico onde as boas intenções ficam apenas no discurso.


Qual seria uma alternativa? Em se tratando do Brasil acabar com o FGTS seria quase impossível, porém seria o certo. Façamos o seguinte então (e aqui peço a ajuda dos economistas de plantão para conhecer a viabilidade da proposta): primeiramente quebra-se o monopólio da Caixa Econômica Federal no recolhimento do FGTS. A partir daí a escolha da instituição financeira para o recolhimento do benefício seria de responsabilidade do funcionário. As regras para utilização do fundo poderiam se manter as mesmas. Isso permitiria uma concorrência de mercado entre os agentes financeiros, oferecendo rendimentos maiores que os praticados pela Caixa Econômica Federal e estipulados por lei que ao invés de definir um critério para a remuneração, passaria a definir uma remuneração MÍNIMA.


Cada banco apresentaria o saldo dessas contas ao BACEN para controle e utilização do dinheiro para manter os projetos de saneamento e etc… Os juros pagos pelo governo seriam os mesmos praticados pelo critério de remuneração mínima obrigatória, ou seja, o dinheiro continuaria a ser barato ao governo. Para manter a atração dos bancos ao projeto, o spread poderia ser coberto por um decréscimo no empréstimo compulsório que os bancos por obrigação devem fazer. Não acredito (e isso é achismo puro) que a diferença será muito grande.


A intenção disso tudo é beneficiar o trabalhador e fazer com que o FGTS cumpra o seu papel que não é só fornecer dinheiro barato ao governo. Porque da forma que está hoje o FGTS é mais um imposto do que um benefício, mesmo sendo obrigatório.

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Pablo, acho louvável toda proposta de elevar a remuneração do FGTS, o investimento menos rentável que existe. Só faço uma ressalva com relação a uma observação sua:

Devemos também acreditar que a Caixa utiliza o dinheiro oriundo dos depósitos do FGTS apenas para os empréstimos da casa própria. O que sabemos não ser verdade. Logicamente, por se tratar de um banco de varejo, a Caixa utiliza esses recursos em outras operações que provém lucros muito superiores aos obtidos através até mesmo dos próprios empréstimos imobiliários.

O que ponto é o seguinte: os recursos do FGTS só são disponibilizados à Caixa pelo Conselho Curador do FGTS. Este conselho tem oito representantes do governo, quatro dos sindicatos patronais e quatro dos sindicatos trabalhistas.

O ponto é que os representantes empresariais precisam ser melhor escolhidos. O representante dos bancos é gestor de fundo de pensão. O das indústrias é empresário do setor de construção.

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Eu entendo isso. O que acontece é que dinheiro não tem carimbo. Quando o dinheiro entra no caixa da Caixa (êita!) esta pode se utilizar para o que vier na telha, contando que o saldo permaneça o mesmo. O que se tem é apenas uma configuração contábil.

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Mas isso acontece em qualquer fluxo de caixa. Os pontos são:

  1. o valor disponibilizado pelo FGTS é usado naquilo que se destina ou a Caixa dispõe de mais recursos do FGTS do que aquilo que o Conselho Curador autoriza?
  2. o Conselho Curador do FGTS autoriza que a Caixa use recursos do FGTS apara capitalização própria, sem destinação específica?

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Paulo, bem rapidamente:

1. Nenhum valor do FGTS é aplicado sem que tenha sido disponibilizado pelo Conselho Curador. A Caixa, apesar ser um dos membros, ser o centralizador dos recursos e principal agente das políticas públicas do governo, submete-se às decisões do Conselho.

2. A Caixa tem a obrigação de remunerar as contas vinculadas do FGTS dos trabalhadores, no mínimo. Mas também tem que dar condições que o montante dos depósitos no FGTS possa arcar com todas as destinações à ele inerentes. Financiamento de saneamento urbano a fundo perdido, e subsídio aos financiamentos habitacionais, por exemplo. O Fundo remunera a Caixa pela sua função de administrar os recursos com tarifas específicas para cada atividade, como alteração/atualizaçao no cadastro do trabalhadore, pagamento de rescisões contratuais, liberação do saldo para aquisição de imóvel, financiamento, fiscalização de aplicação de recursos em obras públicas, etc.. 

Não acredito, e tanto a lógica quanto o que conheço da Caixa sustentam minha crença, que a Caixa use os recursos para capitalização própria, com ou sem destinação específica.

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Pois é, cola, eu também desconheço que a Caixa use o FGTS para se capitalizar. Seria ilegal. Acompanhei de perto as negociações da criação de linhas de crédito para estímulo à aquisição de máquinas e equipamentos industriais e caminhões, e uma das principais dificuldades era convencer o Conselho Curador.

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Linhas de crédito para aquisição de máquinas e equipamentos industriais e caminhões não utilizam recursos do FGTS e sim recursos do PROGER, do BNDES. 

Existe uma linha de crédito PROGER/FAT que utiliza os recursos do FGTS mas é usada para saneamento básico.

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Desculpe-me, de fato o Moderfrota e o Procaminhoneiro usavam recursos do FAT, não do FGTS.

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o valor disponibilizado pelo FGTS é usado naquilo que se destina ou a Caixa dispõe de mais recursos do FGTS do que aquilo que o Conselho Curador autoriza?

O valor do FGTS só é utilizado para financiamento imobiliário e saneamento básico (o primeiro tem juros baixíssimos e o segundo é 90% a fundo perdido) E não, a Caixa não pode mexer em um centavo a mais do que o conselho determina.

o Conselho Curador do FGTS autoriza que a Caixa use recursos do FGTS apara capitalização própria, sem destinação específica? 

De jeito nenhum. Toda a movimentação do FGTS está disponível para consulta no site do TCU. A Caixa é auditada a cada 6 meses.

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Pablo, permita-me corrigir/esclarecer alguns pontos do seu texto:

Acontece que hoje em dia o FGTS pode ser mais caracterizado como uma tunga no bolso do trabalhador do que realmente um benefício.  -> O depósito nas contas vinculadas do FGTS é feito pelas empresas, sem que seja descontado um único centavo do empregado;

Existem duas justificativas para a existência do FGTS. A primeira é garantir recursos baratos ao Estado para implementar obras de saneamento básico por exemplo. O segundo é para incentivar o mercado de construção civil e principalmente o de imóveis. -> Verdade! Quase a totalidade das obras de saneamento dos governos estaduais e municipais são financiadas com recursos do FGTS, e em muitos casos são a fundo perdido, ou seja, principalmente as prefeituras não precisam devolver os recursos recebidos. Quanto à moradia, não fosse o FGTS o deficit habitacional no Brasil estaria em níveis catastróficos (ou, bem mais do que é hoje!).

Uma das desculpas da Caixa para a manutenção dos rendimentos ridículos do FGTS seria que um rendimento maior ocasionaria um aumento nas parcelas dos empréstimos, ou seja, como o capital é barato a Caixa é capaz de emprestar a juros menores que os praticados no mercado. -> Isso corresponde à verdade! Os financiamentos com recursos do FGTS são os mais baratos, e não só isso: até início de 2009, nos empréstimos até R$ 80.000, e renda até R$ 1.875, havia um subsídio pelo FGTS, ou seja, um determinado valor (variável em função da combinação entre prazo/renda/valor imóvel/valor financiamento) era bancado pelo FGTS, diminuindo assim o valor a ser financiado. Houve casos desse subsídio chegar a quase 20% do valor do financiamento pretendido, e o mutuário não precisa devolver esta quantia. De 2003 a 2007 o valor dos subsídios concedidos chegou a quase R$ 6bi. A partir de 2009, como parte da política do governo no combate à falta de moradia, aumentando o acesso à casa própria, os juros baixaram ainda mais (chegaram a 5% no caso de renda mais baixa) e o subsídio aumentou, havendo casos de quase 50% do valor pretendido. Isso, para as menores rendas.

Mas para acreditar nisso devemos também acreditar que a Caixa utiliza o dinheiro oriundo dos depósitos do FGTS apenas para os empréstimos da casa própria. O que sabemos não ser verdade. Logicamente, por se tratar de um banco de varejo, a Caixa utiliza esses recursos em outras operações que provém lucros muito superiores aos obtidos através até mesmo dos próprios empréstimos imobiliários. Ora, apenas se investir em títulos do governo o lucro já é bem superior ao rendimento do FGTS. -> Não sei dizer, neste momento, onde a Caixa aplica os recursos do FGTS, mas posso conseguir esta informação, se houver interesse. A Caixa, como banco centralizador do FGTS, tem a obrigação de garantir a remuneração dos depósitos, mesmo que haja prejuízo nas aplicações. 

Os baixos rendimentos significam que o saldo do FGTS para o trabalhador é menor do que poderia ser então para adquirir um imóvel, o trabalhador precisa solicitar um empréstimo maior, pagando juros maiores do que os rendimentos, do que iria precisar se os rendimentos tivessem juros de mercado ou da própria inflação. -> Relembrando: os recursos do FGTS não saíram do salário do trabalhador, e o financiamento mais barato a que ele tem acesso é possibilitado pelo montante que as empresas recolheram nas contas vinculadas de cada trabalhador. Em qualquer banco - repito, qualquer banco, a Caixa inclusive - o financiamento com recursos próprios ou da poupança tem juros maiores, bem maiores. Isso significa que, fora da política de utilização do FGTS na moradia própria,  a imensa maioria dos mutuários de baixa renda que hoje são beneficiados com taxas baixas e subsídio não poderiam comprar suas casas com financiamentos bancários.

Façamos o seguinte então (e aqui peço a ajuda dos economistas de plantão para conhecer a viabilidade da proposta): primeiramente quebra-se o monopólio da Caixa Econômica Federal no recolhimento do FGTS. A partir daí a escolha da instituição financeira para o recolhimento do benefício seria de responsabilidade do funcionário. -> Pablo, era assim até 1992, quando se completou o prazo para os bancos transferirem as contas dos trabalhadores e seus respectivos saldos para a Caixa. Isso aconteceu por um motivo simples: todos os bancos recolhiam, beneficiavam-se dos lucros da aplicação dos depósitos, e praticamente nenhum deles investia em habitação, uma das duas finalidades básicas do FGTS! O que você critica hoje da Caixa era o que acontecia com todos os outros bancos. Naquela época a Caixa não recolhia o FGTS, no entanto já financiava muito mais que qualquer outro banco, utilizando-se dos recursos da poupança.  Outro detalhe: vários bancos demoraram mais de 2 (dois) anos para conseguir organizar os dados dos trabalhadores e calcular (sabe-se lá por que critérios) os saldos das contas de FGTS, e repassá-los à Caixa.  É óbvio que o governo teve outros interesses, além de organizar a bagunça do FGTS até aquela data, e um deles era deter o controle de um bolo que não se sabia o tamanho e que somente os bancos privados se beneficiavam. A realidade é que somente depois que a Caixa assumiu o controle dos recursos é que se soube exatamente de quanto era o bolo  (em 2006 era de R$ 186 bi), e se conseguiu disponibilizar informações confiáveis, seguras às empresas e aos trabalhadores, e destinar os recursos efetivamente à moradia e ao saneamento, suas finalidades básicas. Como curiosidade, final da década de 90, início da década de 00, o "processo FGTS" na Caixa (arrecadação/controle/aplicação/remuneração/pagamento/auditoria, etc.) foi certificado com uma ISO 900... ! Não é à toa que agora, depois de organizado, redondo, enxuto, todos os bancos privados já se ofereceram para administrar estes recursos, até mesmo instituições estrangeiras.

Isso permitiria uma concorrência de mercado entre os agentes financeiros, oferecendo rendimentos maiores que os praticados pela Caixa Econômica Federal e estipulados por lei que ao invés de definir um critério para a remuneração, passaria a definir uma remuneração MÍNIMA. -> Será mesmo que geraria concorrência, e isso faria com que a remuneração aumentasse? Isso já acontece com a caderneta de poupança e, no entanto, TODOS os bancos remuneram exatamente o MÍNIMO definido pelo governo!

Outro aspecto que não se deve esquecer é que os bancos privados querem deter a arrecadação, mas NÃO QUEREM os clientes de baixa renda que são o alvo dos financiamentos com recursos do FGTS! A Caixa é um banco de varejo, é não é por acaso, é por política de governo e vocação centenária, enquanto os grandes bancos privados, nacionais ou estrangeiros, são elitistas. A Caixa não é a única que pode financiar moradia com recursos do FGTS, vários bancos (não são todos, não sei dizer quantos) também estão autorizados, e no entanto contam-se nos dedos da mão os financiamentos!

A intenção disso tudo é beneficiar o trabalhador e fazer com que o FGTS cumpra o seu papel que não é só fornecer dinheiro barato ao governo. -> Deduz-se das suas palavras que seu conhecimento da realidade da utilização do FGTS está um pouco limitado. Tire o pouco que se constrói no país para as classes alta e média alta  (no país todo, não só os grandes centros), e o que sobra, desde conjuntos habitacionais e unidades isoladas a saneamento e urbanização, tudo é financiado pelo FGTS. 

Porque da forma que está hoje o FGTS é mais um imposto do que um benefício, mesmo sendo obrigatório. -> Sua conclusão reflete a idéia equivocada da origem dos depósitos do FGTS!

Por favor Pablo e todos os demais, relevem erros de grafia e concordância, pois digitei de bate pronto, em madrugada já alta. Voltarei por aqui somente amanhã à noite, durante o dia é impossível para mim.

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Cola, ainda bem que vc me poupou o trabalho de dizer tudo que você disse ;)

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colafina - Primeiramente obrigado pela participação.

"O depósito nas contas vinculadas do FGTS é feito pelas empresas, sem que seja descontado um único centavo do empregado;"

Não é bem assim. Cabe às empresas o recolhimento do FGTS e o posterior depósito. Isso não quer dizer que o dinheiro venha do lucro da empresa. É óbvio que ao contratar um empregado a empresa já tem conhecimento de todos os custos trabalhistas, incluindo o FGTS. Isso define o salário a ser pago.

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Você tem razão, Pablo. A lógica diz que, sem a obrigação de recolher o FGTS, as empresas poderiam pagar mais ao trabalhador, mas isso também se aplica a todos os encargos trabalhistas, não só ao FGTS.

E logicamente, eles teriam condições de pagar as taxas maiores nos financiamentos habitacionais que os bancos fariam com recursos da poupança ou seus próprios recursos. E o governo teria que tirar de outro lugar os recursos para as políticas de redução do déficit habitacional, e para saneamento urbano!

Mas, ainda limitando-nos ao FGTS e ainda pensando logicamente, baseado no que conhecemos da mentalidade dos empresários do nosso país, será mesmo que os salários seriam maiores? Ou, mesmo que fossem, será que seriam tão maiores que compensariam os benefícios que o FGTS gera hoje ao trabalhador, e ao país como um todo? Eu duvido! 

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Colafina - É justamente esse benefício ao trabalhador que eu contesto. Não concordo.

" E o governo teria que tirar de outro lugar os recursos para as políticas de redução do déficit habitacional, e para saneamento urbano!"

Mais do que já pagamos em impostos??? Não será o suficiente?

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