Era exatamente onde queríamos chegar.
A discussão que é assombrada pelo politicamente correto chegou à TV e domingo passado, finalmente, o maior algoz do movimento gay no Brasil finalmente declarou, em rede nacional, o que todo heterossexual gostaria de explicar mas, na verdade, não sabe colocar em uma frase que não pareça ofensiva ou desmoralizante para os gays masculinos.
--x--
Eu jamais conheci qualquer brasileiro homofóbico na vida. Explico: segundo a interpretação mais restrita, homossexual é aquele que sentre atração por alguém do mesmo gênero ou, em miúdos, homens que gostam de homens e mulheres que gostam de mulheres. A discrepância acontece justamente no mal uso do termo para mascarar outro preconceito que NADA tem a ver com o supracitado.
A ciência ou a psicologia não tem provas concludentes de que a homossexualidade é uma escolha ou simplesmente se nasce com esta opção sexual. Cientistas discordam por este motivo ou aquele. Assim como qualquer outro estudo inconclusivo, escolhe-se o que acreditar. No momento, vale que um homossexual nasce assim e não há nada errado com isso.
Todo mundo tem direito à uma vida decente e à busca da felicidade.
--x--
Entretanto, é mais fácil para ambos os lados discutirem isso do que a realidade prática: a de que, definitivamente, não existe qualquer conexão entre sua opção sexual e seu modo de agir socialmente. No Brasil, ninguém tem preconceitos contra homossexuais, as pessoas preconceituosas detestam é "viado".
Como em "Jean Wyllis, Oscar Wilde e George Michael são gays. Liberace, Elthon John e Dicésar são viados.".
ÓBVIO e CLARO que muitos gays sofrem agressão por imbecis, mas assim como bandidos, esses imbecis não representam a maioria de um país. Seria como achar que todo neonazista careca paulista representa o pensamento da classe média baixa.
O que o heterossexual médio sente desconforto é de seu gênero caricaturado, alterado ou - muitas vezes - completamente ridicularizado. Por algum motivo não muito bem estruturado por mim ainda, carece coleta de informações, muitos gays masculinos fazem aquele tipo fácil de se identificar, aquela barra forçada, os trejeitos exarcebados, aquela voz desnecessária, e alguns até assumem o clichê mesmo... todo o exagero que um homem detesta numa mulher, reproduzido por um homem... e a posição de que um gay masculino pode dizer o que for, quando for, do jeito que for no arrimo de que qualquer réplica é homofobia. Você é obrigado a gostar da pessoa ou então está contra ela. É uma disputa meio covarde.
--x--
O que nos traz ao BBB10 de domingo. Não importa que o a Drag Queen Dicesar seja um arremedo de ser humano, mau caráter, mentiroso, intriguento e chato pra caralho... ele é gay. Na visão da Patrulha Gay, ser gay o torna superior ao Marcelo Dourado, porque ele não gosta de viado. Repare... Marcelo Dourado é amigo do Sergio Orgastic, um gay jovem assumido tranquilão e era amigo da lésbica residente, a tal de Angélica Morango. Mas Dicésar ele não suporta pelos motivos já citados.
Ontem ele disse a frase que provavelmente o fará perder o prêmio da casa:
"Independente da sua opção sexual, você tem que ser homem".
Ou, nas palavras dos editores do site TeDouUmDado (abertamente hiper-pro-gay) e que torciam pelo Marcelo Dourado assim mesmo: "Nascer gay você pode não escolher, mas viadagem é opcional".
--x--
O mundo ainda é heterocentrado, com todos os problemas de convivência que isso acarreta. Mas acho que ainda veremos o dia onde o homem heterossexual calado já estará errado e toda mulher que só gosta de homem um dia será olhada com estranheza.
Que futuro apocalíptico! Acho que o mundo acaba antes num terremoto!
Gente chata que se esconde em pré-conceitos sempre existiram e sempre existirão! Deixe-os espernear! Quem liga para o que essa patota [gente chata] pensa?
Muito bom o texto.
James, concordo contigo em tudo o que está dito acima.
James,
Eu concordo com boa parte do que você escreveu. Há, porém uma questão que precisa ser levantada.
Até bem pouco tempo atrás, os homossexuais sofriam preconceito direto, ou seja, eram postos de lado pela sociedade, tratados como seres inferiores - não tinham acesso a postos de trabalhos dignos e eram vistos como pessoas depravadas.
De um tempo pra cá, por conta dessa quase histérica "bandeira gls" a coisa tem melhorado. O jogo virou. Hoje ser homofóbico é menos socialmente aceito do que ser homossexual.
Se por um lado há o efeito colateral que você colocou muito bem, ou seja, caso não goste do ser humano fulano de tal que por acaso é gay, você é transformado automaticamente em homofóbico, por outro lado, como toda mudança social/cultural, se não for realizada em termos, como eu disse, quase histéricos, parece que não funciona. Pelo menos não com a velocidade necessária.
Acho que é assim mesmo. Repare as revoluções sexuais das décadas de 20/30 e 60, por exemplo. Precisamos chegar ao ponto de realizar orgias ao ar livre com Joe Coker cantando With a Little Help from My Friends para que o sexo deixasse de ser um tabu tão grande na sociedade.
Hoje ainda acontecem orgias ao ar livre, mas creio que não da mesma maneira.
Revoluções são assim, chegam ao apogeu e depois estabilizam. Antes isso do que uma sociedade machista, homofóbica e medieval que segrega e ridiculariza pessoas que a rigor não têm nada de diferente além do fato de utilizarem seus órgãos genitais com o mesmo sexo.
:: Um apontamento deveras interessante, Monsores.
Eu também acredito que revoluções acontecem assim, no grito forte.
Se bem que o exemplo sobre sexo é diferente. É um tabu, mas é algo que todos querem e praticam, até mesmo no Vaticano... então... é outro tipo de approach em minha opinião...
--x--
Mas vejamos os seguintes pontos, os quais não estou formulando uma opinião, apenas colocando em discussão...
1) A política "Don't Ask, Don't Tell" do exército americano é condenada por muitos gays e, claro, aprovada por todos os heteros militares. Recentemente Barack Obama, candidato democrata com base eleitoral gay forte, simplesmente avalizou a conduta - o que causou desconforto. Dificilmente o exército está preocupado com o que pode acontecer no chuveiro do batalhão. Qual a preocupação verdadeira?
2) Eu gosto de alguns exemplos interessantes. Aquele ator/modelo com nome italiano que gosta de jornalistas mais velhas. O ator de Minha Nada Mole Vida, sempre com o namorado no Baixo Gávea, aquele ator e diretor que tem um teatro com seu nome. Totalmente gays, alguns com namorados famosos e tudo. O público não está nem aí. Tem aquele brasileiro novo colaborador do Manhathan Connection que namora um ex-N'Sync. O apresentador do Fantástico que faz dança do ventre. Ninguém liga. Porque eles são homossexuais e um Dicésar, um Hugo Gloss ou um David Brasil sofrem preconceito pesado e eles não? Seria uma questão de comportamento social adequado e no particular... well... o particular?
James, aí é que está a questão.
Isso de comportamento social adequado só é levado em conta quando se trata de homossexuais. Right to the point, se um sujeito é um notável comedor depravado, tudo bem. Se é gay e é um notável comedor, bem, aí é digno de julgamento.
O que é um comportamento social adequado hoje, não era antigamente e certamente não será no futuro. De tempos em tempos a sociedade renova o que considera aceitável. Nem vou mencionar a mudança que trouxe a ascenção da burguesia vitoriana porque serei chamado de vil, agressor e preconceituoso. Mas eu tenho certeza que você conhece essa parte da história.
Veja bem, não estou a defender esse ou aquele homossexual. O cabelereiro da minha ex é um caso típico de "viado", como você mencionou, por exemplo. Mas é um sujeito fenomenal, divertidíssimo e incrivelmente engraçado. Ele tem um comportamento socialmente adequado? Bem, acho que não. Isso deveria me incomodar? Claro que não!
Mandando muito bem.
:: Não é nosso pensamento individual, é o que vale - o coletivo, que está sendo avaliado por mim neste momento. Mas sobre o comentário de comportamento adequado:
Não, o gay não será julgado caso seu modus operandis seja o de um galinha.
Ao menos, eu nunca ouvi falar disso nos círculos que ando.
Mas se ele fizer isso em público ou - digamos - fora do ambiente considerado próprio para isso ele será julgado como qualquer outra pessoa (vide a Tessália do BBB, hetero, pagando boquete em rede nacional taxada de puta, enquanto os avanços lésbicos discretos da Morango na Cacau foram estimulados pelo público).
Acho que para a sociedade, ser gay não é problema.
Ser viado em público causa o desconforto igual ao de um hetero promíscuo.
Talvez esta não seja a compração ideal, mas transmite a idéia.
Não é a sexualidade, são as normas de comportamento quebradas.
Junte isso aos argumentos do meu post lá em cima e você tem um cocktail molotov pronto.
Uhm... entendi. Os homossexuais são as novas mulheres da sociedade, então.
Já estava mais do que na hora de parar com essa babaquice de chamar uma mulher de puta porque ela paga um boquete. Que homem não gosta de boquete? Ok, vamos parar por aqui para não baixar o nível do debate.
Meanwhile os homens heterosexuais convictos ou não tão convictos assim podem ter o comportamento de macho alfa da matilha que quiserem; recebendo boquetes (opa!), comendo quem achar melhor, quantas achar melhor, da forma que quiser - e isso é adequado. É aceitável. Não importa quantas pessoas ele magoar no caminho.
Ora, James. Que sociedade homofóbica e machista que vivemos, não?
Ainda bem que nasci e permaneci macho. (será que isso foi um comentário homofóbico?)
É, daqui a pouco dizer isso vai dar cana.
Pô, explicou bem a razão pq vc é meu patrão... são os hormônios masculinos!!
=-))
Ser macho é uma coisa, Monsa. Ser homem é outra. E nisso sou obrigado a concordar com o Dourado.
Mas eu nao tenho a visão fatalista do James. Também acho que o equilíbrio será alcançado, independentemente dos que acham a homossexualidade um comportamento reprovável.
Esse é um tema por demais complicado. Conheço gays, casais gays de homens e não vejo problema nenhum quanto a isso. Minha visão machista e otimista diz: "Óteeeemo, sobra mais muié".
Agora, também não vejo racismo ou coisa parecida em pessoas que se sintam incomodadas com isso. Pois o que não se pode dizer que o homossexualismo seja uma coisa normal (o sentido da palavra normal vem da estatística) apesar de sempre ter existido.
Em sociedades em outras épocas até sim poderíamos dizer. Na Grécia de Alexandre e no império romano pré ICAR o homosessualismo não era tabu.
Eu não sei se a estratégia de choque é a mais adequada para isso. Na minha opinião isso só faz extremar as opiniões. Por isso concordo com o que o Dourado falou e com minhas coisas que foram faladas nesse sentido por aqui.
Além disso acho que muitas pessoas utilizam o homossessualismo como forma de chocar pura e simplesmente. Como uma forma de chamar atenção.
Certa vez indo ao Iguatemi aqui do Rio, na entrada vi duas meninas, coisa de 17 e 18 anos juntas se beijando na porta do shopping. Nada demais. Enquanto estava devorando uma fatia de pizza na praça de alimentação e assistindo a um show que ocorria as mesmas neninas sentaram em uma mesa. Elas olharam para todo mundo, conversaram um pouco e começaram a se beijar de maneira bem espalhafatosa, pararam e começaram a olhar para todas as pessoas que estavam ali. Ficou claro o desapontamente quanto absolutamente ninguém, nem as velhinhas presentes vendo o show que era um cover dos Beatles demonstraram qualquer tipo de reação. Nada. Absolutamente nada. As meninas com notória cara de desapontamento levantaram e foram embora. Não durou mais que alguns minutos.
:: Vilarnovo... há isso também, o lance de ser ostensivo. Há heteros assim de monte e a própria sociedade demorou em aceitar, uns bons 20 anos... eu me lembro que - quando adolescente - agarramento e mãos dadas no bairro era chamariz de comentário maldoso. Por isso penso que a barreira de aceitação social é cultural e não sexual.
*Aliás, li tardiamente seu post sobre o assassinato em Dubai. Pena, poderíamos ter tido um bom desenvolvimento do assunto, agora meio datado*
--x--
Não me acho fatalista, Darw, estava sendo mais sardônico mesmo. Não acredito de verdade qie vá acontecer, mesmo que revistas especializadas garantam que o "Futuro é a Bissexualidade".
Estava pensando como o vocabulário politicamente correto danifica uma língua. Li aí a definição de homossexualismo é definido como a atração pelo mesmo "gênero". Ora, se assim fosse, deveria existir o vocábulo "homogenerismo" e o homossexual deveria ser chamado de homogeneral(?).
Imaginem 2 pessoas politicamente corretas falando "vou fazer sexo com uma pessoa de outro gênero...esquisito, não é. Ou melhor, sexo não, vou fazer "gênero" com outra pessoa de outro sexo...piorou.
Sei não, mas isso é coisa de homogeneral..ou será que tem a ver com remédio genérico, tipo 2 em 1 (3 em 1 vira suruba). Dois em 1? Será que tem a ver com a "inclusão" digital? Hummm. Querem pasteurizar o homem e a mulher num ser polivalente, indiferenciado, uma panaceia?
Vai ver que é por isso que tem gente que se recusa a trocar homossexualismo por homossexualidade. A única vez em que o grande Vilarnovo falou bobagem...
:: Por motivos simples, Darwinista, eu não quis entrar nesta questão de nomenclatura com o nobre Vilarnovo.
Galera, não tem complicação. Na minha opinião é a mesmíssima coisa. Se vocês acham correto dizer de outra maneira para não ferirem os sentimentos alheios é coisa de vocês, não me oponho a isso. Só me reservo o direito de não me sentir "racista" ou "homofóbico" por utilizar tal expressão que é aceita na língua portuguesa (e sempre foi, da noite para o dia que se tornou tabú).
Apenas isso. Não consido entender a celeuma dessa coisa toda.
Em sociedades em outras épocas até sim poderíamos dizer. Na Grécia de Alexandre e no império romano pré ICAR o homosessualismo não era tabu.
chest- há controversias.
:: Num debate com um amigo, ele me propôs a hipótese de que a homossexualidade (com dois "s" e um "dade", assim parece) nos tempos antigos era mais social do que sexual. Ou seja, o amor por outro homem seria visto como mais elevado, por ser amor a um igual... e não a uma mulher, cujos objetivos de vida impostos eram simples e sua importância social reduzida.
Eu acredito.
Não seria a primeira vez que inventamos uma bosteira como essa.
Boa discussão. Eu não entendo como se coloca no mesmo saco de homofobia aqueles que simplesmente "não gostam de viado" e aqueles que espancam travestis na rua até matar. São duas coisas tão diferentes.
monsores eu discordo de vc. Ninguem aceita a promiscuidade seja ela hetero ou não.
Um dia vi a notícia de um sujeito que tava fazendo sexo com o muro!! Aí a vizinha viu e chamou a polícia. Ninguém tolera nem mesmo um casal transar dentro de um carro com vidro fumê. Isso é crime! E isso nada tem a ver com a "sociedade hipocrita"! Alguem se lembra de uma celebridade dando dentro do mar e foi parar no youtube? Se vc acha necessário uma revolução para mudar a sociedade fazendo uma orgia ao ar livre como na década de 60 então vc verá os resultados (aids e drogas). Agora me diga isso foi bom??
Vc não tem que fazer a porra da sua revolução promiscua na frente das pessoas que não querem ver muito menos em público para as crianças não verem! Se vc tem essa necessidade faça isso dentro da sua casa! Aí vc pode encher de mulher, homem, cachorro, jumento, muros, plantas e o caralho a quatro!
Pois a sociedade não precisa e rejeita essas malditas mudanças sem sentido nenhum que vcs propõe.
A socidade tolera os viciados em sexo, homossexuais, masoquistas e coprofilos desde que ela não seja obrigada a ver "sexo ao ar lívre". O que vc espera com a sua maldita revolução?? Que as pessoas gostem disso? Que aplaudam o espetáculo? Nada que preste veio a esse mundo em nenhuma revolução.
Comentar