As Forças Armadas e a Homossexualidade

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O general Cerqueira Filho afirmou que as atividades desempenhadas pelas Forças Armadas não são adequadas a homossexuais. A OAB e muitos outros reclamaram um bocado.

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Pois é. Eu só não vou escrever o que tenho vontade porque podem existir militares no recinto.

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Eu não concordo General. Alexandre o Grande, um dos maiores generais da história tinha tendências homosexuais. A pesar que o homosexualismo naquela época era encarada de outra maneira.

Mas só para implicar um pouco: se o Estado brasileiro diz que homosexuais não podem se casar, ele não poderia dizer que o homosexualismo é incompatível com as Forças Armadas?

Há certos setores onde mulheres não exercem função, por exemplo, na força de submarinos. São poucas as marinhas no mundo (que eu me lembre apenas a sueca) onde mulheres atuam em submarinos.

O que ele poderia afirmar é que não poderá haver relacionamento homesexual dentro da força. Aí eu concordo com ele.

 

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Qual a diferença, Pablo?

Ou, formulando melhor, o problema está no relacionamento ou na homossexualidade? Relacionamento hetero pode?

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Acho que relacionamento dentro do mesmo batalhão ou pelotão atrapalha, independente de ser hétero ou homo.

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Também não. Veja bem, há um instinto natural do homem proteger a mulher. Isso está escrito no nosso DNA. Israel fez alguns testes em combate. Os resultados não foram bons. A moral da tropa caia muito rápido quando viam um corpo de uma mulher soldado destroçado.

Imagine isso acontecendo quando há algum relacionalmento (de qualquer tipo).

Volto a afirmar: não sou contra homosexuais na tropa. Sou contra a relacionalmentos entre militares. Talvez apenas do mesmo batalhão.

Na Colômbia é permitido homosexuais na tropa. E pelo que sei não há problema nenhum.

Um estudo bem interessante feito aqui no Brasil sobre o tema:

http://www.resdal.org/experiencias/lasa-04-daraujo.pdf

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Pax,

Eu sei que isso vai parecer coisa de politicamente correto, o que aliás eu não curto muito, mas o termo homossexualismo é considerado inadequado, já que o sufixo ismo está associado a doença.

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Você tem razão. Vou mudar. Obrigado.

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???

Não é que seja associado a doença. O sufixo -ismo serve para se criar substantivos abstratos. Por exemplo: Marx --> Marxismo; Modelo --> modelismo; hipertireóide --> hipertireoidismo.

Ou um sentido de ação, atitude: brasileirismo. Que para mim é o caso em homosexual --> homosexualismo. Como é em católico --> catolicismo.

O sufixo -ismo que vem do latin -ismus significa "condição de, prática de ou teoria de".

Pode ser usado para doenças, mas associa-lo automaticamente é pura bobagem e ignorância.

Então amigo, continue sendo politicamente incorreto que será gramaticalmente correto!!

rs

Abraços

 

 

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na verdade, o sufixo relacionado a doença é -ite (amigdalite, faringite, colite). -Ismo se refere a tendências, como exemplifica o Vilanorvo.

Aliás, já dizia Raul:

Se você acha o que eu digo fascista

Mista, simplista ou anti-socialista

Eu admito, você tá na pista

Eu sou ísta, eu sou ego

Eu sou ísta, eu sou ego

Eu sou egoísta

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-ite é inflamação não é?

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Segundo o Houaiss

Homossexualidade: condição de homossexual; homossexualimo

Homossexualismo: pratica de relação amorosa e/ou sexual entre indivíduos do mesmo sexol; homossexualismo

Ou seja, para o Houaiss, são sinônimos.

Fui ver o sufixo ismo e há referência sobre o que o Darwinista fala (mesma fonte - Houaiss):

... em form.(*) mais recentes, o sufixo ismo foi, primeiro, us, em medicina, para designar uma intoxicação de um agente obviamente tóxico: absintismo, alcoolismo, ergotismo...

 

(*)procurei e não achei o que significa a abreviatura form, no catélogo das mesmas do dicionário.

 

 

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Quem tem excelentes posts sobre a homossexualidade é o Antonio Cicero.

Clique aqui.

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Bem, o que interessa é a discussão que passou a ocorrer no Brasil e está ocorrendo nos EUA.

É o Obama quem está com essa bandeira por lá, quer tirar a restrição. E aqui o assunto não estava na pauta, ou era uma pauta menor. Agora parece que entrou.

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Pois é... o general caiu em uma bela de armadilha.

Só uma coisa que eu ressalvo. Já vi muitas pessoas afirmarem que o exército é o reflexo da sociedade. Não é. A vida militar segue princípios diferentes. Por exemplo democracia não tem vez no exército.

Essa é a única ressalva que faço nessa discussão.

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Você pode generalizar que não erra muito, mas não acerta completamente. Há Forças Armadas que têm visões diferentes da média geral que é baseada em Hierarquia e Disciplina. Holanda é um exemplo, se não engano. Nem continência eles batem. Há outras Forças Armadas que permitem que ordens sejam questionadas, etc.

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Bem, Pablo e Paulo, então vocês tenham essa discussão semântica com homossexuais, psicólogos, psiquiatras e semelhantes, e me digam se pra eles tanto faz.

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Darwin, são duas discussões diferentes:

 

  • Não pode chamar de homossexualismo porque a palavra remete a doença. Na minha visão, não remete.
  • Homossexualismo é ou não doença. Aí o problema é mais embaixo.

 

Fazendo um resumo bem superficial da História da Loucura, de Foucault, a gente consegue traçar uma "genética" da correlação entre temas morais e saúde mental:

 

  • A Idade Média e a Renascença diferenciavam o que era conhecido como "loucura" do que eram comportamentos moralmente questionáveis - incluindo o relacionamento homossexual. Na concepção medieval, o louco era alguém incapaz de utilizar a razão, o que o tornava inimputável moralmente. Já o imoral comportava-se com pleno conhecimento de que agia errado.
  • A Reforma Protestante derrubou os muros entre comportamento imoral e loucura. E ambos foram parar no hospício. Na prática, a Reforma derrubou a inimputabilidade do louco, considerando-o tão escravo do demônio quanto o imoral. Por isso, ambos precisavam ser submetidos a um processo intensivo de ascese para serem purificados
  • Com a ascensão da modernidade, tudo passou a ter uma explicação médica e biológica. Como a loucura tornou-se uma doença, e loucura e imoralidade estavam no mesmo campo semântico, na prática a era vitoriana passou a tratar todo e qualquer desvio de comportamento a partir de uma abordagem médica. Homossexualismo tornou-se doença, assim como a masturbação e a infidelidade conjugal 
  • No pós-guerra, fortaleceu-se a tendência de reverter as abordagens médicas do comportamento. De doença, o comportamento tornou-se linguagem. De desvio, o que era considerado imoralidade tornou-se uma opção livre.

Enfim, você questiona a semântica. Mas a semântica atravessa toda a percepção sobre o comportamento humano.

 

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Paulo, essa é a sua visão.

Quando fiz o comentário dirigido ao Pax, o fiz baseado no que aprendi e presencei no curso de Psicologia. Quer discutir a questão? Quer discordar? Faça isso com um psicólogo ou com um homossexual. Eles certamente tem mais condições de explicar porque não gostam do termo homossexualismo.

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Veja, estou citando um autor homossexual.

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Com todo respeito: caguei se eles gostam ou não do termo. Como Paulo também afirmou não é gramaticalmente errado, muito longe disso. Seria a mesma coisa que afirmar que catolicismo é uma doença. É apenas uma coisinha para aparecer. Não estou nem aí se eles gostam ou não. Não vou basear a minha gramática em opiniões de psicólogos ou dos próprios homossexuais.

 

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Eu não caguei, pelo contrário. Os homossexuais devem ser respeitados como qualquer outro ser humano. Só não gosto destas tentativas de obrigar todo mundo a achar natural uma relação homossexual.

Uma coisa é violência e discriminação. Outra, bem diferente, é achar que não há nada diferente em ser homossexual.

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Paulo - Eu não tenho nada a ver com as escolhas sexuais de uma pessoa. O que eu não vou fazer é deixar de usar uma palavra gramaticalmente correta e sem nenhuma conotação obscura porque alguém ou um grupo decidiu, de um dia para o outro, que fica ofendido.

Isso é ridículo.

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Me permito discordar. Se ofende, porque usar?

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Uma resposta? Novilíngua, Orwel, 1984.

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Um tanto diferente, não? No caso que a gente discute, é só usar um dos dois sinônimos, mas não restringir uma língua por algum autoritarismo.

Vou dar outros exemplos: Nos EUA houve uma enorme discussão sobre como se referir a raça negra. Hoje o mais usado é afrodescendente. Houve também como se referir ao parceiro, esposo, esposa, namorado, e agora preferem usar o "significante relativo" ou algo parecido. São adaptações que todos aceitam e ninguém se magoa.

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Pax, isso é uma tremenda de uma bobagem...

 

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Talvez o exército seja um reflexo da sociedade no sentido de que lá existem brancos, negros, amarelos, católicos, protestantes, evangélicos pentecostais, espíritas, umbandistas, pessoas originárias das classes sociais baixa, média e alta, etc, etc, etc. Sendo assim, também existirá gente que gosta de amar/transar com outros do sexo oposto, gente que gosta de amar/transar com semelhantes do mesmo sexo, e até aquele tipo mais doido que não gosta de sexo. Dizer que não pode haver gays em determinado lugar significa tão somente escolher os enrustidos e os que vivem bem sua condição, mas escondidinho.

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Esta discussão é uma questão cultural nos meios militares, em quaisquer das armas. Servi o exército em '76 na Cavalaria, em Brasília. Lembro que na "quarentena" - que na verdade durou 45 dias - período inicial de instrução pesada em que não se sai do quartel a passeio, durante uma corrida de 12 km, paramos no meio da rodovia que une o Regimento ao Setor Militar Urbano e nosso capitão discursou durante uns 15 minutos, explicando aos ainda recrutas como era a vida no Exército. Uma das coisas que disse é que "... tem 3 tipos de soldados que o Exército não tolera: bicha, ladrão e maconheiro. Se algum de vocês é bicha, ladrão, ou maconheiro, me procure quando voltarmos ao Regimento, e eu consigo a baixa imediata, sem constar nada na ficha. Mas se não falar agora e eu descobrir depois, vai se arrepender de ter nascido!!"

Durante o ano que servi, bicha não conheci nenhum. Maconheiro, conheci vários, mas o capitão nunca soube. Ladrão, conheci três: um morreu fugindo da polícia, num acidente com o carro que roubara; outros dois foram expulsos por terem furtado um pacote de bolachas da cantina. A cerimônia de expulsão, com os soldados postados à frente de todo o Regimento em forma, é degradante. O ritual de arrancar da farda os botões e a etiqueta com o nome de guerra é propositadamente rude, para que a imagem fique gravada em todos os soldados e desestimule qualquer um a fazer o mesmo. Seus nomes completos e seus delitos foram lidos em voz alta, e depois da cerimônia encaminhados diretamente à Polícia Civil. Se for militar de carreira, da tropa ou oficial, todas as divisas, estrelas e galardões são igualmente arrancados, em ritual semelhante. Nunca soube de rituais semelhantes no caso de bichas ou maconheiros.  

Hoje não sei como as coisas são dentro dos quartéis, mas naquela época a rigidez e a preocupação com a disciplina eram de certa forma extremadas. A afirmativa do general exprime esta cultura. Um dos "problemas" citados pelo general diz respeito ao comando, e neste ponto, hoje em dia, tendo a concordar com ele: com o preconceito, mesmo velado, que ainda existe contra os homossexuais na própria sociedade, dificilmente a tropa obedecerá a voz de comando de um oficial declaradamente homossexual. Esta mudança de cultura e comportamento militar precisará de muito tempo para ser mudada. Quem sabe agora, com as discussões em curso em vários países, com a possibilidade de se iniciar a discussão em nosso país, e com a ascenção de oficiais mais novos - com posicionamentos mais liberais em relação ao assunto - aos mais altos escalões de comando, tenha sido dado o primeiro passo para esta mudança!

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Cola, esse último parágrafo que você escreveu exprime o que pensei quando li sobre a questão do comando.

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Terceiro RCG?

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1º RCGd, ou 1º Regimento de Cavalaria de Guarda "Dragões da Independência".

Até onde eu sei, Pax, é o único regimento de cavalaria existente. Originário do Rio de Janeiro, mudou-se para Brasília na sua inauguração. Existe outro em Brasília - talvez outros no país, de cavalaria mecanizada, ou seja, tanques e outros veículos de assalto, mas não sei detalhes. Quem sabe o Bitt ajuda a esclarecer!

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Realmente o Bitt faz falta aqui. A Cavalaria foi, segundo a antiga doutrina, a arma de "reconhecimento e combate". Seu lema no Brasil é "o olhar da águia, a rapidez do raio e a coragem do leão". Os caras que vão na frente e se o pau comer, estão lá para isso mesmo.

Nos tempos antigos, principalmente antes da WW1, era em cima do lombo dos cavalos, o eterno companheiro. Depois da mecanização a coisa mudou completamente. Primeiro com os carros de combate, depois somado com os helicópteros. Mas a doutrina me parece a mesma, "reconhecimento e combate".

Enfim, como você bem coloca, aqui precisamos do Bitt.

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Já há algum tempo, a Cavalaria e o BGP (Batalhão da Guarda Presidencial) têm a função única, e decorativa, de guardar o Presidente. A cada seis meses, os soldados da Cavalaria - os beiçudos (por motivos óbvios!) - e do BGP - os pés de poeira (como não têm o que fazer, marcham!) alternam a guarda presidencial, aquela ostensiva, prá bater foto e intimidar os mais bobinhos, mas que se a coisa pega são os primeiros a cair. A segurança mesmo, óbvio, é feita por pessoal especializado.

A guarda acontece no prédio do Ministério do Exército, no Palácio do Planalto, no Palácio da Alvorada e, no meu tempo, na Granja do Riacho Fundo, que era a residência de fim se semana do Geisel. Parece que hoje é uma clínica de reabilitação de drogados. Depois do Geisel, a residência  de fim de semana passou a ser a Granja do Torto, onde hoje nosso presidente reúne a rapaziada prá bater bola e dançar quadrilha! Na minha época, era residência do chefe do SNI, o Gal. Figueiredo.

Foi um tempo muito bom. Pena que só nos damos conta disso muito tempo depois, quando chega a barriga e vão-se os cabelos!

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O Marcos Gutterman manda uma nova que dá uma idéia de onde as coisas estão indo:

Homossexualidade é inata, diz estudo

O pesquisador Jacques Balthazart, da Universidade de Liège (Bélgica), retomou a polêmica tese sobre o “gene gay”, relata o jornal Le Monde. Seu estudo, intitulado “Biologia da homossexualidade: gay nasce, não escolhe ser”, sugere que alterações hormonais durante a vida embrionária podem determinar mudanças no comportamento sexual do indivíduo.

Balthazart disse que o efeito de sua pesquisa ajudará a encarar o homossexualismo como natural: “Se a homossexualidade não é um defeito, uma perversão ou uma escolha, não há motivo para perseguir os homossexuais”, afirmou o pesquisador, cuja tese contraria a posição religiosa sobre o tema.

Em dezembro do ano passado, o cardeal mexicano Javier Lozano Barragan disse que os homossexuais “nunca entrarão no reino dos céus” e que “não se nasce homossexual, mas torna-se um”.

Se gays não entram no reino dos céus, tampouco podem entrar no Exército – como disse o general brasileiro Raymundo Nonato de Cerqueira Filho. Em depoimento a senadores, o militar de certa forma corroborou a visão segundo a qual a homossexualidade é uma “escolha”, ao dizer: “Não sou contra o indivíduo ser (gay), cada um toma sua decisão”. O general declarou que, em sua opinião, gays não conseguem comandar uma tropa: “A vida militar reveste-se de determinadas características, inclusive em combate, que podem não se ajustar ao comportamento desse indivíduo”.

Em resumo: para o general brasileiro, guerra é para macho. Não é o que pensa o alto comando militar americano, que defendeu recentemente que as Forças Armadas dos EUA passem a aceitar homossexuais declarados.

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Zé Dirceu, em seu blog, também falou do assunto: As infelizes declarações do general no Senado

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Esse mundo do politicamente correto e de não poder falar o que se pensa quando é diferente da maioria é um saco. Ser sincero, para pessoas que ocupam determinados cargos mas pensam diferente do que se estabeleceu como certo, é suicídio profissional. 

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Amanhã terá um novo capítulo deste assunto. O general voltará ao Senado para uma nova sabatina.

Leia mais no Correio Braziliense, numa cortesia do Clipping do Ministério do Planejamento. Os gays e o STM

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