Mais do que parar de fazer o Nonsense, lamento interromper essa relação com tantas pessoas bacanas e generosas que colaboraram com o blog. A companhia e a participação de vocês fizeram toda a diferença para mim.
“Segundo o dicionário Houaiss, nonsense significa “frase, linguagem, dito, arrazoado etc. desprovido de significação ou coerência; absurdo, disparate”. Pode ser, também, uma “conduta contrária ao bom senso”. Portanto, a coluna se propõe a ressaltar fatos, falas e ações que tenham caráter insólito, às vezes bizarro, que não façam sentido – ou, pelo menos, não aquele que deveriam fazer. Pode ser a fala extravagante de um artista; as derrapadas ou os atos contraditórios de um político; ou qualquer outra pisada de bola, para usar uma metáfora tão ao gosto de nossos homens públicos. Pelo jeito que as coisas andam, aqui e no mundo, material não vai faltar.” Era com esse post, em maio de 2006, que o Nonsense estreava no inesquecível NoMínimo. As diretrizes foram seguidas durante esses três anos e meio. Hoje, 2.040 posts e mais de 100 mil comentários depois, o Nonsense pendura as chuteiras. O Nonsense nasceu quase por acaso em 2006. Sugeri aos donos do site, Alfredo “Tutty Vasques” Ribeiro e Xico Vargas, a criação de um blog que aglutinasse contribuições de alguns colaboradores mais próximos como forma de incrementar o volume de informação oferecida. Assim nasceu o NoBlog. A idéia deu certo e acabou evoluindo para um grupo de blogs. Como repórter especial eu não tinha uma área delimitada de trabalho, ao contrário da maioria dos colunistas que se transformariam em blogueiros. Os assuntos nos quais tinha alguma experiência já estavam ocupados. Alfredo sugeriu então que eu fizesse algo ligado ao insólito. Pensei em batizar de Nonsense por fugir da ideia de bizarro e ainda ter um trocadilho com NO. Foi um período divertido e enriquecedor. Por lidar com personagens de verdade que pareciam de ficção – como Saparmurat Niyazov, o ditador do Turcomenistão – e com personagens de ficção que eram de verdade – como vários comentaristas. Com fim do NoMínimo, pensei em encerrar o blog, que me dava alegrias, mas nenhum centavo, e ainda tomava parte importante do meu tempo. O carinho e o interesse dos comentaristas acabaram adiando a ideia. Contudo, recebi um convite para um novo desafio profissional. E, infelizmente, não poderei continuar com o trabalho aqui no blog. Agradeço a todos os que contribuíram para esse espaço: ao Xico, ao Alfredo e ao NoMínimo – onde tudo começou – pela oportunidade; aos ex-parceiros do site; ao Pedro Doria, ao Pax, ao Lula e ao Pandorama; aos comentaristas frequentes e aos leitores mais tímidos. Mais do que parar de fazer o Nonsense, lamento interromper essa relação com tantas pessoas bacanas e generosas que colaboraram com o blog. A companhia e a participação de vocês fizeram toda a diferença para mim. É curioso que, apesar da convivência durante esses anos e o afeto mútuo, só conheci pessoalmente um dos comentaristas. Independente disso, é triste perder o convívio com quem se gosta. Quem quiser manter contato pode me adicionar no Facebook, no Orkut, ou mandar um email. Foi um grande prazer